em
julho desse ano (2001) eu e a Fernanda fomos incumbidos
de buscar a tia Leida em Mineiros, que estava em mais uma de
suas rotineiras viagens semestrais por aqueles lados. Num primeiro
momento fomos tomados pela automática sensação de que não daria
para cumprir tal missão, pois nossas agendas estavam nos cobrando a
presença em Uberlândia. Mas que compromissos seriam esses que não
nos deixavam nem ao menos viver um pouco e ter a oportunidade de
revermos pessoas que gostamos tanto? Deixamos tudo de lado por um
momento e antes que voltássemos a pensar que não daria pra fazer a
viagem, tratamos de ligar pra Lídia (prima) pra ir conosco, arrumar as
coisas e mandar brasa.

Aproveitando todo o movimento geográfico que iríamos fazer, nos sentimos atraídos
pela possibilidade de voltar a um lugar que significa quase tudo em nossa
(minha e de meus estimados irmãos e primos) história de vida, nossa infância e
nossas brincadeiras: a fazenda Ressaco. A meta era puchada, mas não impossível,
principalmente porque tivemos a compreensão e o apoio de nossos tios. E
quem nos deu carona nessa aventura foi o sério tio Wilton nos levando não
apenas ao Ressaco mas também à sua fazenda e depois a um barzinho lá por
perto (uma espécie de assossiação dos fazendeiros daquela região - que infelizmente
não fizemos fotos pois o filme já tinha acabado).

O que colocamos à disposição aqui é um pouco do que conseguimos registrar nessa
viagem, que valeu uma curiosidade de mais de 10 anos (tempo que eu, particularmente,
não ia ao Ressaco). Recomendo à todos a mesma coisa (estar no Ressaco é como reviver
um passado muito próximo e muito intenso). Mas não façam como eu que levei
apenas um filme fotográfico. Levem dez, vinte filmes e não economizem fotos.
Depois me contem qual foi a sensação.

Paulo Rogério.




©2001 www.imagemcontemporanea.com.br