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LUCILENE CAMPOS, artista/fotógrafa de Uberlândia, Minas Gerais.
e-mail: lucinelecampos@globo.com
Confira algumas de suas imagens:







Lucilene Campos
Artista Plástica, com graduação pela Universidade Federal de Uberlândia a ser concluída em Junho de 2002. Monografia de conclusão do curso desenvolvida sobre temas fotográficos, técnica com a qual trabalha a cinco anos.
Entre 1994 e 1998 participou de várias exposições coletivas, entre elas 1ª Exposição Coletiva do Deart da Universidade Federal de Uberlândia.
Em 1998, parte do trabalho fotográfico foi mostrado em uma exposição individual, intitulada “Luz, cor e expressão” realizada no Center Shopping.
Em 2001, realizou no Center Shopping a exposição individual “Detalhes”.


Olhar Minucioso
Um jeito diferente de ver a vida através de fragmentos do cotidiano.
Um meio de instigar o olho humano a desvendar o significado de determinada imagem é a intenção da fotógrafa Lucilene Campos com fotos que mostram fragmentações de seres da natureza, alimentos, objetos e figuras difusas, cuja identificação varia de acordo com a percepção e imaginação de cada expectador.
O interesse em clicar seres e objetos de forma específica surgiu quando Lucilene buscava uma maneira de trabalhar com o abstrato. Ao produzir fotos em close, a fotógrafa pôde perceber que elas assumem uma nova conotação ganhando autonomia enquanto imagem, quando se desprende de seu referencial, pois perdem a nitidez da imagem como um todo. O uso de flash é dispensado para garantir mais naturalidade às imagens. A intenção não é apenas apresentar closes e técnicas de iluminação, mas principalmente espera que as fotos façam as pessoas tomarem consciência de que nas pequenas coisas encontra-se a beleza, e que a vida é composta por detalhes importantes, mas que muitas vezes passam despercebidos.


Palavras de Lucilene Campos
A palavra imagem tem uma multiplicidade de sentidos, mas falemos aqui sobre a imagem que possui forma física definida.
A imagem é uma síntese que oferece traços, cores, formas...Vários elementos visuais simultaneamente. Proponho uma reflexão sobre o valor de um momento, de um instante, que foge de nossas vidas, mas não ao registro. Não teria sentido afirmar a importância da fotografia sem lembrar que ela jamais será somente uma forma de registro, mas uma forma de expressão.
A produção e a compreensão de uma imagem tem sempre uma história, mas a imagem se estrutura enquanto representação expressiva, deve-se pensar e acreditar no poder da imagem enquanto estímulo visual, afinal de contas o corpo e os sentidos do espectador reagem, quase que automaticamente, só com o estímulo visual.
As cenas, objetos e sombras ganham vida ao se transformarem em imagens. O objeto representado se transforma num puro referencial e a imagem ganha luz própria, ela não reproduz o visível ela torna-se visível, dependendo de si mesma, não havendo exterior capaz de suborná-la, assumindo o visível em sua mais completa materialidade, tanto pelo objeto que substitui como pela imagem que de fato é.
A experiência fotográfica me revela que, ao descolar-se de seu referencial, a imagem assume sua autonomia e plenitude enquanto forma lingüística, para ela basta o instante, não havendo necessidade de explica-lo, a única e principal evidência é a imagem, a fotografia captura o que há de mais real na natureza... o acaso, o instante, o belo.
Quando fotografo ponho em uma linha de mira o meu olhar, meu equipamento, minha mente e meu coração.

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